Tomb Raider 2


Tomb Raider é hoje uma das franquias mais conhecidas e importantes do mundo dos games. E Tomb Raider 2 marca como o melhor game da série, mesmo após tantos lançamentos

tomb3Lara Croft. O gamer que não conhece esse nome ou tem um ano de idade e não aprendeu a falar direito ainda, ou viveu os últimos 10 anos em Marte. Desde 1996, a série da poderosa arqueóloga vem fazendo sucesso com jogos bacanas, muita ação e as famosas curvas de Lara. A personagem que era para ser uma espécie de Indiana Jones machão - e que muitos agradecem até hoje a mudança de ideia - estrelou muitos games por estes mais de 10 anos.
Na virada do século, Lara sofreu com jogos fracos e sem criatividade, com muita invenção de moda e pouca diversão. Agora que a Crystal Dynamics está produzindo o game, parece que Lara entrou no eixo novamente e seus jogos voltaram a ficar bons, mas nada supera o clássico para PSOne: Tomb Raider 2 (que também saiu para PC).
Tomb Raider 2 foi aquele famoso jogo que põe medo no princípio, pois foi feito na base do sucesso do primeiro. Sempre sabemos que quando uma continuação de game ou filme é feita apenas pelo ponto de vista comercial, geralmente o “2” acaba estragando completamente a ideia original e decepcionando feio. Mas Lara não foi prejudicada com isso.
Lara vai à busca de uma poderosa relíquia deixada por deuses orientais, a adaga de Xian. A lenda diz que quem conseguir esta adaga, pode virar um dragão. Mas a máfia italiana também quer o artefato, então as fases rolam pelas partes do mundo na qual as chaves que abrem o selo da tal adaga: China, Veneza, Mar Adriático, Tibete e uma Base Militar nos EUA.
Como soma, Lara pode se beneficiar de mais armas e meios de transporte, que agora incluíam lanchas. O controle era impecável, e Lara executava vários movimentos, como puxar, empurrar, nadar, correr, e seus famosos pulos também continuavam. A única coisa meio chata era conseguir colocar Lara para puxar uma alavanca, pois precisava “encaixá-la” perfeitamente na frente do local.
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Os combates também são simples, pois munição e healths packs para recuperar sua energia sobram pelos cenários. O melhor do game - ou o mais chato, dependendo da sua cabeça - são os muitos puzzles espalhados. As muitas alavancas, mecanismos, chaves, passagens secretas com certeza arrancaram cabelos em 98 e arranca até hoje para quem ainda se aventura nesta jornada.
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O game é silencioso, sem muita música. Você só ouvia os “gemidos” de Lara ao pular, agarrar alguma plataforma ou qualquer outra ação. Mas quando precisavam, os sons davam conta do recado com efeitos sonoros decentes e trilhas que davam ação à história. As famosas cenas em CG, tão populares nos anos 90 também fazem bonito aqui. São muitas e contam muito bem a história de Lara.
tomb6Os gráficos também são muito bons para sua época, pois se trata de um jogo quase todo em 3D, algo que era destaque, pois muitos games usavam gráficos 3D, mas com muitos elementos em 2D que “enganava” o jogador - como exemplo, os itens de Zelda do N64. São todos em 2D - e em Tomb Raider 2, praticamente 95% do game é 3D. Até a Lara e a famosa “dica” dos mais safadinhos, que colocava ela entre a parede e aproximavam para “apreciá-la” melhor.
Como diria Júlio César, Lara veio, viu e venceu. A Eidos conseguiu melhorar o game original em todos os aspectos e abriu as portas para que mais continuações pudessem ser feitas. Tá, a maioria decepcionou, mas pelo menos o nome de Lara Croft sempre esteve presente no mundo gamer e nos presenteou ano passado com o ótimo Underworld. Com certeza, Tomb Raider 2 é daqueles games que vale a pena serem jogados de novo.

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